• Viviane Couto

“Avancem para águas mais profundas” (cf. Lc 5,4)


Pescadores têm muitas histórias para contar. Os que trabalham para Maria, pescando almas para Deus, então nem se fala. E a Legião de Maria em seus 63 anos no Brasil tem muitos causos: alegres, engraçados, tristes e emocionantes para contar. Nesta seção do site, tentaremos registrar muitas delas e contaremos com a sua ajuda para mostrar como a fé em Deus e em seu filho amado, Jesus Cristo, e o amor maternal de Maria têm nos impulsionado neste trabalho divino.

Começaremos hoje contando os muitos percalços que estão por trás da fundação da Legião de Maria em Aracaju, hoje com uma Regia que recebe o nome de Mãe da Divina Graça. A história oficial você pode encontrar em http://salve-maria.blogspot.com.br/p/historia-da-legiao-de-maria.html, mas os bastidores de tão ousado trabalho, só quem participou da fundação pode nos contar: Yolanda Vieira Ribeiro.

Yolanda tinha 35 anos quando viajou para Aracaju com o objetivo de fazer o trabalho de extensão indicado pela irmã Mary Clerkim. O Bispo de Aracaju, que ainda não conhecia o trabalho legionário, condicionou a fundação da Legião de Maria na cidade à presença de um legionário por um mês na capital sergipana. Ela aceitou a missão e, por isso, foi demitida de uma escola particular na qual trabalhava como professora aqui no Rio de Janeiro. O motivo da demissão? Ela optou por confiar na providência divina, e ela não a desamparou.

Neste trabalho teve a ajuda de Dulce, prima da Irmã Dulce, de Salvador. Vê-se que estava bem acompanhada. Além disso, seu irmão Walter a ajudou, preparando o coração dos pais para as novidades que envolviam a missão da filha.

Dentre as muitas indas e vindas deste trabalho, as legionárias passaram por alguns apuros. Um deles aconteceu dentro de um avião bimotor que pousaria em Salvador. Nossas legionárias foram surpreendidas por um temporal. Não havia segurança para o pouso. O avião então sobrevoou por muito tempo a cidade de Salvador. Foi quando, misteriosamente, abriu-se um clarão no céu, e o avião conseguiu pousar sem nenhum problema. Só então perceberam o quanto a situação era grave: a pista estava cheia de carros dos bombeiros aguardando o desfecho do voo.

Confiantes de que Maria estava o tempo todo cuidando de seu exército, mas ainda muito assustadas, tiveram de enfrentar outra situação de tensão quando retornando para Aracaju, o bimotor em que estavam teve de retornar ao seu ponto de partida, em Salvador, por causa de uma pane nos motores. Apavoradas, decidiram que o melhor mesmo era utilizar o trem. Viagem feita diversas vezes por D. Yolanda, sozinha ou acompanhada. Sempre com muitas dificuldades, horas de espera, alimentação inadequada. Tudo isso, superado com muito amor pelo trabalho que estava crescendo.

Na volta para o Rio, Yolanda e Dulce ainda passariam em Vitória, Espírito Santo, e enfrentariam um problema com a bagagem de Dulce, que quase a impossibilitou de seguir viagem.

Nesse trabalho, Yolanda levou alguns meses. Sua amiga Dulce, viajava para lá sempre que era possível e teve papel importante, assim como muitas outras pessoas que não são citadas neste texto. Mas uma curiosidade chama atenção. Quando chegou ao Rio, Yolanda recebeu um convite inusitado, que a surpreendeu. Seria um trabalho novo? Que nada. O diretor da escola que a demitiu, convidou-a para voltar a trabalhar na escola, uma vez que três professoras tentaram ocupar seu lugar, mas não se adaptaram ao trabalho. E os alunos pediam a volta da querida professora. Convite aceito, Yolanda trabalhou nessa escola até sua aposentadoria. Coisas de Nossa Senhora, não acham?

#HistóriasLegionárias

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