A Imaculada Conceição é uma festa litúrgica da Igreja Católica celebrada em 8 de Dezembro. A afirmação da Imaculada Conceição de Maria pertence à fé cristã. É um dogma da Igreja que foi definido no século XIX, após longa história de reflexão e de amadurecimento.
Imaculada Conceição de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua existência. Nascendo, há dois mil anos, na zona da Palestina, Nossa Senhora teve como pais São Joaquim e Santa Ana. A maternidade divina de Maria é base e origem de sua imaculada conceição. A razão de Maria ser preservada do pecado original reside em sua vocação: ser Mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus que assumiu nossa natureza humana. Ainda que de maneira implícita, a Igreja encontrou na Bíblia os fundamentos desta doutrina. Em seu Evangelho, São Lucas diz que Maria é “cheia de graça” (Lc 1,28), significando que ela está plena do favor de Deus, da graça divina. Se está totalmente possuída por Deus, não há, em sua vida e coração, lugar para o pecado.
O dogma de Nossa Senhora foi proclamado pelo papa Pio IX, em 1854, resultado da devoção popular aliada a intervenções papais e infindáveis debates teológicos.
No Brasil existem cerca de 533 paróquias dedicadas à Virgem Imaculada. A primeira imagem chegou em uma das naus de Pedro Álvares Cabral. O culto à Imaculada Conceição no Brasil teve início na Bahia, quando Tomé de Souza chegou a Salvador trazendo uma escultura da santa. Ela foi protetora do nosso país no período colonial e foi proclamada Padroeira do Império Brasileiro por D.Pedro I. Já no despontar do século XX o título cedeu lugar a Nossa Senhora de Aparecida, que é uma antiga imagem da Imaculada Conceição encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul.
Dom Mário Teixeira Gurgel, SDS - 18-06-1971 a 23-06-1996 Nasc.: 22 de Outubro de 1921 – Iguatu (CE) Ord. Sacerdotal: 29 de junho de 1944 Ord. Episcopal: 14 de maio de 1967 Falecimento: 16 de setembro de 2006. Dom Mário era bispo auxiliar do cardeal do Rio de Janeiro, D. Jaime de Barros Câmara, quando recebeu do papa a missão de Bispo de Itabira. Tomou posse a 18 de junho de 1971. À medida que foi tomando contato com a realidade da Diocese, ele foi procurando dar continuidade ao trabalho iniciado por Dom Marcos, em fidelidade ao espírito do Concílio Ecumênico Vaticano II. O lema de seu brasão se expressou em seu jeito de trabalhar: “sicut qui ministrar”... “como aquele que serve” (Lc 22, 26). Como as abelhas do seu brasão – humilde, dedicado e persistente – e ao jeito de Nossa Senhora, simbolizada pela flor de um lírio, Dom Mário foi clareando critérios e criando ou fortalecendo estruturas e instrumentos de ação pastoral, sobretudo com dois aspectos importantes: descentralização e participação. Com esse espírito, a participação dos leigos, inclusive nos ministérios extraordinários, teve admirável incentivo e foi uma das forças da presença pastoral na Diocese em todos os lugares, especialmente nos recantos onde a ação dos ministros ordenados ao pode chegar facilmente. Em sua consciência e humildade, Dom Mário sabia que não podia pastorear a Diocese sozinho... pediu ao papa um bispo auxiliar e demonstrou uma aptidão toda peculiar ao receber como seu auxiliar Padre Lélis Lara, então pároco de Coronel Fabriciano e atuante colaborador de Dom Mário. Os critérios de descentralização e participação de Dom Mário se concretizam também na peculiaridade da Diocese ter dupla sede, em Itabira e em Coronel Fabriciano, refletindo as necessidades de sua condução e pastoreio. Assim, a matriz de São Sebastião de Coronel Fabriciano foi instalada como co-catedral em 16 de setembro de 1979. Quando chegou a época em que, por força de idade, devia apresentar a renúncia voluntária ao cargo de bispo diocesano, surpreendeu novamente a todos pedindo ao Papa João Paulo II e obtendo a nomeação de Dom Lara como seu Coadjuntor com direito à sucessão. Em meio à festa do Dia da Diocese de 23 de junho de 1996, Dom Mário passou o báculo, o cajado de pastor, a Dom Lara. No dia 16/09/2006, às 11h e 15 minutos, veio a falecer em Itabira. A Missa de corpo presente foi celebrada pelo bispo diocesano Dom Odilon Guimarães Moreira, concelebrada pelos bispos Dom Lelis Lara (bispo emérito de Itabira-Cel. Fabriciano), Dom Luiz Mancilha Vilela (Vitória-ES), Dom Célio de Oliveira Goulart (Cachoeiro do Itapemirim) e Dom Dario Campos (Leolpodina-MG), Pe. José Antônio Nogueira (representante de Dom Hélio Gonçalves – bispo de Caratinga), Pe. Luiz Dalmolin Spolti (representante do padre Milton Zonta, diretor Provincial dos Salvatorianos), os padres da Diocese de Itabira. Estiveram presentes também, familiares de Dom Mário, alguns prefeitos, representantes da Polícia Militar, diretores de entidades, clubes de serviço, associações comunitárias e o povo de Deus. No dia 17/09, às 18 horas, ao som de cânticos marianos, Dom Mário foi sepultado na Cripta da Catedral Diocesana, em Itabira.
A Fé e o Agradecimento
Fé: A fé é algo que existe dentro do homem, dando-lhe forças, enchendo-o de confiança. Quando se trata das coisas de Deu, esta mesma fé é/ como se fora uma luz interna que clareia trevas, abrindo muitas vezes, sulcos em mentes endurecidas, que, ao receberem os raios luminosos, tornam-se maleáveis e esclarecidas. Ter fé é um privilégio das pessoas simples, convictas das suas ideologias e sentimentos.
Quando Cristo era solicitado fazer algum prodígio, ele costumava perguntar: tens fé? E após o milagre operado: a tua fé te curou.
Quando ao agradecimento, é uma atitude humana que condiz com a nobreza do coração e o reconhecimento do bem recebido.
Reporto-me à “gratidão do samaritano” ou seja “A Cura dos dez leprosos”. Todos receberam a graça de Cristo, quando este atravessava a Samaria e a Galiléia. Entrando numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos. Pararam ao longe, e levantando a voz, disseram: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós,” Vendo-os, disse-lhes Jesus: “Ide e mostrai-vos aos sacerdotes”. E no caminho ficaram limpos. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta. Caindo-lhe aos pés, de rosto em terra, dava-lhe graças, era um samaritano. Tomando a palavra, Jesus disse: “Não ficaram limpos os dez? e os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E lhe disse: “Levanta-te e vai, tua fé te salvou”. (Lc 17, 11-19).
É patente a necessidade do agradecer-se Jesus, fez de maneira explícita uma censura aos que foram agraciados e que não se lembraram de agradecer ao benefício recebido, nós então, o que diremos?
Ainda há, aos milhares, pessoas que não sabem cumprir com este tão belo exemplo que nos deixou o samaritano. Pensemos irmão, que o agradecer nos eleva aos olhos de Deus e daqueles que, apesar de não exigir, esperam um gesto ou pequena palavra de reconhecimento pelo bem recebido.
Sejamos samaritanos de coração para vivenciamos a alegria do Senhor.
Nilza Silva Oliveira – Praesidium Mãe da Misericórdia,
Cúria Estrela da Manhã – Senatus de Salvador/Bahia.
Catequese Familiar
Dicas práticas para a realização de uma catequese familiar.
Realizar uma catequese que envolva toda a família do catequizando é um sonho antigo de muitas comunidades.
POR QUE ENVOLVER AS FAMÍLIAS?
1. Porque a catequese precisa das famílias.
A família é a primeira e grande catequista. Os exemplos e testemunhos dados pelos pais e irmãos são mais importantes na catequese infantil do que vários anos de catequese comunitária. Se a família viver na fé, na esperança e no amor, tudo se encaminha...
2. Porque as famílias precisam da catequese.
Com o desemprego, a violência e a perda das raízes culturais, as famílias estão desestruturadas. Não dão apoio suficiente para os membros mais fracos: as crianças, os idosos e os doentes. A catequese ajuda as famílias a reverterem essa situação a partir da fé no Deus da Vida.
3. Porque famílias de fé geram pessoas livres.
A pessoa desagregada da família se torna alvo fácil da escravidão da vida moderna, do consumismo e do dinheiro. Promovendo a união nas famílias pela catequese, ajudamos as pessoas a serem mais fortes e independentes diante das pressões da sociedade. Quem tem fé na vida assume responsabilidades e riscos, sem se deixar dominar pelo medo.
4. Porque a catequese exige inculturação.
A catequese vai ser realmente inculturada quando entrar no dia-a-dia do catequizando. Percebemos esse dia-a-dia no contato com as famílias, com seus sonhos e problemas. Sem se misturar com a família, a catequese vai continuar batalhando sozinha contra a injustiça e a violência... e perdendo feio!
Só para não esquecer...
Catequese familiar não é para “consertar” famílias desajustadas. Esse é um trabalho a ser realizado em conjunto com a Pastoral Familiar. O objetivo é caminhar junto com as famílias, tendo em vista o crescimento de seus membros na fé.
(Do folheto Ecoando – Formação Interativa com Catequistas – Ano II – nº 37 Editora Pia Sociedade de São Paulo)
LEGIÃO DE MARIA
Senatus de Belo Horizonte
legiobh@terra.com.br
31 - 3273-9795
31 - 3273-9878
Catequese – Levar a Vida
“Aos legionários que têm como trabalho semanal, Levar a Vida, aos doentes nos lares; os mais humildes e muitas vezes os mais luxuosos, nos grandes prédios de apartamentos em lugares longe e lugares evitados pela violência... Nenhum doente pode escapar deste nosso cuidado e deste nosso zelo apostólico.”
“A fonte da graça Divina, corre sempre sem limitações, sem canais fixos que reprimam as águas da Vida” (Cf. Manual Cap. 40).
Levar a Vida implica uma responsabilidade de doação. Doação e humildade. O ministro é um comprometido, um apelo para uma vida de serviço. Saber que não sou eu quem faz, o serviço, mas Ele. Não pode haver serviço sem amor. Quando comungamos, Ele faz parte da gente... Somos força e vida. Ele se torna parte da gente, a cada um de nós parte Dele – Cristo vive em nós (Gl 2, 20).
Se comungamos freqüentemente e não mudarmos em Cristo, alguma coisa está errada. Lembrar que Ele fez da vida um serviço. Vida e serviço... Ele partilhou a sua vida. Eucaristia é serviço a todos, é partilha.
No nosso serviço, lembremos sempre destas três palavras – Alegria – Doação – serviço. Sejamos sempre alegres. Não somos profissionais. “Sou agradecido àquele que me deu forças, Cristo Jesus, pela confiança que teve em mim, colocando-me a ser serviço...” (1 Tim 1, 12) Nossa vida seja um ato de serviço para o outro. Façamos na vida o que se faz no altar. Saber pedir perdão e dar o perdão. Ser presença e ação de graças – Lembremos: “Esforça-te por te apresentares diante de Deus como homem provado, como operário que não tem que se envergonhar e comunica, a palavra da verdade, com exatidão” (2 Tim 2, 14-15). O ministro é um privilegiado do Senhor. É um servo da Eucaristia. Um comprometido para adorar e participar da Liturgia. Não sou o melhor, sou apenas um preferido e escolhido do Senhor. Faço parte do mistério do amor de Cristo pelos homens. Não sou o melhor porque distribuo o Corpo de Cristo. É pelo sacerdócio do meu batismo, que faço isto. Cristo dá aos batizados, parte do seu sacerdócio: que é eterno e universal. Recebo um mandato de Cristo. Sou escolhido para levar a vida aos cristãos doentes e ajudar ao Sacerdote quando necessário, na Igreja.
Quando chegar na casa do doente, devo dizer: “A paz esteja nesta casa”. Jesus chegou. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...
Vamos procurar exercer nossa função de Ministro Extraordinário da Comunhão, com fé, caridade e zelo. Agir de acordo com o Rito expressivo, com as Missa. Levar a Festa Eucarística à casa do doente ou idoso. A Eucaristia é a mesa da Igreja levada para nossa vida. O ministro deve ter amor a Palavra proclamada, ter oração pessoal e testemunhar. Aproveitar, o momento, para evangelizar e orientar as pessoas que moram com o doente. Maria também vai conosco.
Maria seria a Mãe da Eucaristia: “Maria guardava tudo no seu coração” (Lc 2, 51). Tinha o Evangelho vivo no seu ventre. Foi a primeira missionária. Façam isto porque eu fiz isto. Maria a educadora da fé. Unido a ela e a Eucaristia, culto de sacrifício e comunhão, Jesus é o centro. A Eucaristia também é obra de Maria, ainda não tinha a Igreja, e Maria já era o primeiro Sacrário. Que grandeza! – uma mulher se faz Mãe do Salvador. Ela foi a procissão do Santíssimo Sacramento. Deu seu sangue, preparou a mesa Eucarística. Do céu desceu a graça (Lc 1, 35): Maria recebe. Pensar que Maria tem tudo humano que eu tenho Devo tê-la como mediação materna, “Medianeira”. Ela vai comigo. Ela a isenta do pecado, a Imaculada. Vamos levar com Ela, Jesus, ao mundo para que o mundo conheça Jesus por Maria. O Evangelho é a libertação total do homem, a Eucaristia me torna um homem livre sob o amor e carinho de Jesus. Tudo que é Eucaristia me toca. Devo participar e testemunhar, ter Um coração livre para a graça. Mãe de todos os homens: Rogai por nós.
Bernadette Carneiro – 2ª secretária – SENATUS de Salvador.
(Instruções dadas pela Arquidiocese de São Salvador).
Como ser santo
Hoje se discute muito o assunto. Algumas pessoas acham que vão encontrar a santidade numa prateleira de supermercado. Até o momento não se tem uma fórmula, bula, receita ou até vacina, para uma pessoa se tornar santa, tudo é mistério. A dica é que a pessoa seja bondosa, humilde, fraterna, quer dizer, viva em virtude. Algumas pessoas que acreditam que para ser santos precisamos morrer, mas esquecem que antes precisamos viver, fazendo o bem sem olhar a quem. E em alguns momentos a honra chega em vida, com a expressão: “Este é um santo”.
O Vaticano é quem proclama uma pessoa canonizada - escreve no Cânon ou rol dos santos/enaltecendo; consagrando. Primeiro se tem que provar um milagre, através de um processo, tendo um custo para isso. Provado, a pessoa é beatificada. A segunda parte é provar um segundo milagre, com andamento de novo processo. Só assim é proclamado um santo e isso pode levar anos. Mas muitas pessoas mortas ficam no anonimato. A família e devotos não tem a paciência necessária, aí esse santo “popular” não tem seu nome e milagre divulgado, porém isso não quer dizer que ele deixa de ser santo. E esse é um dos motivos da nossa comemoração do dia 1º de novembro – Dia de Todos os Santos.
A vida dos santos serve de meditação para nós. Podemos citar alguns exemplos: São José, que carpinteiro humilde foi obediente a Deus, sendo bondoso e pai terreno de Jesus; São João Evangelista, que foi um dos doze, tendo atribuições na Bíblia (o 4º evangelho e duas epistolas) e pela proximidade com Cristo, sendo indicado como sacerdote de Maria; São Luís de Montfort, que foi o precursor da idéia da vinda do Reino de Deus por Maria; São João Batista, marcou o advento do Reino de Deus no meio dos homens, sendo o batizador e antecessor do Messias; São Pedro, foi à pedra que edificou a Igreja, sendo o 1º Papa e São Paulo, que após perseguir as primeiras comunidades cristãs, se converteu, escrevendo assim 14 Epistolas e sendo umas das principais colunas da Igreja.
Comecemos a pensar, que ao nosso lado pode estar um futuro santo, então, pensando nisso, vamos tratar melhor o nosso semelhante. Busquemos sempre a santidade, pois todos somos chamados a ser santos, só assim um dia estaremos no reino dos céus.
“Sêde santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”. (Levítico 19, 2)
Hélio Euclides – Praesidium Nossa Senhora Rainha da Paz Senatus do Rio de Janeiro
O Sonho das Duas Colunas
Uma noite Dom Bosco teve um sonho. Ele viu diante de um grande mar onde muitos navios estavam prontos para uma batalha. Esses navios avançaram contra um navio maior para destruí-lo.
De repente, em meio à imensidão do mar emergem duas grandes colunas. Em cima de uma está uma imagem de Nossa Senhora em cujos pés estava escrito: Auxiliadora dos Cristãos. Em cima de outras coluna, vai-se uma grande Hóstia em baixo da qual se lia Salvação dos que crêem.
O Comandante supremo da grande nau era o Papa, o qual, vendo o furor dos inimigos, convoca ao seu redor os pilotos dos navios menores para aconselhá-los e planejar como combater o inimigo. Nesse momento surge uma grande tempestade, ameaçando afundar o navio.
O Papa então Põe-se no leme e conduz o navio a salvo entre as duas colunas.
Os inimigos tentavam, por todos os meios, afundar o navio em que estava o Papa. O combate tornou-se cada vez mais acirrado e cruento. De repente o Papa é atingido e morre. Ouve-se um grito de alegria entre os inimigos. Mas apenas morto o Papa, um outro assume o seu lugar.
Os adversários começaram a perder a coragem. O novo Papa, superando os obstáculos, conduz a nau entre as duas colunas e a prende de modo seguro. As bênçãos, então, começam a acontecer. A situação se inverte. Os navios inimigos fogem desesperados. Os navios que combatiam com o Papa são ancorados nas duas colunas e permanecem firmes no seu rumo.
Narrando este sonho Dom Bosco queria incentivar nos seus filhos as devoções à Eucaristia, a Nossa Senhora Auxiliadora e o amor ao Papa.
Senatus Salvador.
Mãe do Silêncio
“No Silêncio Maria Escutou, tudo aquilo que Deus lhe falou...”
Estamos aqui procurando ver, Maria como: - Mãe do Silêncio, buscando encontrar, neste silêncio novas forças para a nossa vida, na família e na comunidade. Queremos nos encher de Deus, para poder derramar o seu amor nas pessoas que vivem conosco e as que precisam de nós. Mãe do Silêncio, faz-nos entender que dispersos não é possível amar aos irmãos. Pensemos que apostolado sem silêncio é alienação e que silêncio sem apostolado é comodidade. Envolve-nos com o teu manto de silêncio e nos dá fortaleza na fé, altura na esperança e profundidade no amor... ensina-nos a viver o nosso batismo.
Maria, é quem melhor nos ensina a fazer silêncio. No silêncio Ela encontrou graça de Deus – quando da anunciação do anjo, Maria se encontrava em grande intimidade com o Pai: a serva e o Senhor... fazia-se profundo silêncio... o silêncio é interrompido pela fala do anjo – Lc 1, 26-38.
...o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem chamada Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo”. Ela ficou muito confusa com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então disse: “Não tenhas medo, Maria! Encontrastes graça junto a Deus. Conceberás e darás a luz a um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu Pai. Ele reinará para sempre sobre a sua descendência de Jacó, e o seu reinado não terá fim”.
Maria, então perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, já que eu não convivo com um homem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parente, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês, daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível”. Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo retirou-se.”
Vamos fazer uma parada e pensar na mensagem que Deus nos dá neste momento a cada um de nós.
Nos momentos decisivos de nossa vida, como Nossa Senhora, temos que tomar, sozinhos as decisões. O anjo deu o recado e foi embora. Ela sentiu o vazio que se fez. Ela assume o mistério da Anunciação... se entrega quando diz “sim”. Maria se diz serva, escrava, não tenho direitos: anjo Gabriel diga ao meu Senhor: o meu “sim”. Sou fiel... e não contou a ninguém o segredo da Encarnação, levou até o fim. Maria... acreditou! Depois Deus se cala... “onde está o teu Deus” Sl 41. Sabemos que por trás deste silêncio Deus respira e por trás das montanhas surge a aurora. Abandonar-se a vontade do Pai não é cruzar os braços. Ficar em silêncio não é parar, mas fazer o possível para resolver as dificuldades e necessidades. Mas o seu “sim”, é a chave de tudo, a conserva calma, serena, forte e grande.
Mt 1, 20-24 – Mais uma vez o silêncio da Encarnação... as mulheres eram apedrejadas, se adúlteras, José também acolhe a mensagem de Deus. Também acreditou e também silenciou.
Diante da fé, Maria marcha vai ao encontro de Isabel. Vai servir...
Lc 2, 5 – Maria não podia ir com as caravanas, face ao seu estado, chegando em Belém, não encontrava hospedaria e assim, na pobreza e na pureza nasceu Jesus – em uma gruta.
Mt 2, 13 ...e mais uma vez vem o seu “Faça-se”... e Maria agora é fugitiva política e vai ser estrangeira. Vai viver em sobressalto... querem matar seu Filho... Imaginemos isto em nós...
Sabemos que Maria foi navegando nas sombras e luzes, compreendendo claramente e outras vezes meditando e guardando tudo no coração. As palavras do Menino aos 12 anos teve uma reação sublime e as palavras de Simeão. Lc 2, 33, só no Calvário, compreenderia.
Tudo definitivo nasce e amadurece no seio do silêncio. O silêncio é o novo nome de Deus. Ele opera silenciosamente nas almas. Tudo parte Dele, a graça, a glória, o mérito, o salário. Nada se merece, tudo se recebe. Por isto nossos caminhos são tão desconcertantes e nos deixam em confusão. Quando pensamos que tudo está longe, aparece repentinamente aquilo que não desejamos... é só aceitar, esperar em silêncio...
O destino da Mãe é ficar em silêncio. Ser o candelabro...
Vejamos a Mãe do silêncio, em Lc 2, 41-50, quando o Menino se perde e é encontrado... Jo 2, 1-12, nas Bodas de Cana... Mc 3, 31-35 – “quem é minha Mãe”...? Jo 19, 25-28 – “Mulher eis aí o teu filho”... At 1, 14, no Cenáculo...
Só Deus é importante. Maria transparece e fica em silêncio.
Mãe, teu silêncio não é ausência, mas presença.
És Senhora de ti mesma antes de ser Nossa Senhora. Não podemos ir ao encontro do outro se não tivermos encontrado a nós mesmos. Faz-nos compreender o silêncio que não é desinteresse pelos irmãos, mas fonte de energia.
Mãe do Silêncio, rogai por nós.
Bernadette Soares Carneiro – 2ª Secretária Senatus de Salvador.
Reflexões do Evangelho e do Livro “O Silêncio de Maria”
POESIA
I
Hoje é dia de festa,
vamos pois com alegria
dedicar com muito amor,
tudo em louvor de Maria.
II
Canta hoje um hino novo
a uma virgem singular,
que com carinho e dedicação
resolveu aqui fundar
para as Cúrias ajudar.
III
Seja bem vindo a Regia,
que veio de Fortaleza,
fazer esta Solenidade
cheia de encanto e beleza,
receba nossos aplausos,
estamos felizes com certeza.
IV
Seja bem vindo também
o Comitium de Mossoró,
que tanto nos ajudou,
sempre fazendo o melhor,
apesar das dificuldades
nunca nos abandonou.
V
A Cúria Mãe do Redentor
veio homenagear
nesta manhã tão bonita,
queremos parabenizar
o Comitium de Pau dos Ferros
com quem vamos Trabalhar.
VI
Ah! Se pudesse Maria
falar com toda essa gente
abraçando a cada um
dizendo o que seu coração sente,
pois temos real certeza,
Ela está aqui presente.
VII
Vamos juntos Caminhando
com o nome da Legião,
o terço é a nossa arma
e a tessera a munição,
o encontro e o trabalho
nos anima na missão.
VIII
Por isso te pedimos Maria,
nas Cúrias (Comitium) alegria,
no Senatus muita Paz,
e a Regia Harmonia.
IX
Queridos legionários,
queremos agradecer
a presença de vocês
veio nos enriquecer,
obrigado a Jesus,
e agradecemos a Maria,
viva todos legionários,
e viva a Legião de Maria.Autora: Maria de Fátima Freitas – Cúria Mãe do Redentor
(Fundação do Comitium em Pau dos Ferros)
BÍBLIA
Todos nós já sabemos que a palavra Bíblia vem do grego e significa conjunto de livros, o que mais precisamente diríamos: biblioteca. Isto faz jus, pois a Bíblia católica é formada por 73 livros, é uma boa coleção de livros.
Porém, a Bíblia, palavra de Deus não deve ser lida como um livro de ciências ou de história, mas de vida e seu deve ser a comunidade eclesial que vive a dimensão da fé.
A Bíblia, conhecida com Livro Sagrado, foi escrita em três idiomas: hebraicos, aramaicos e gregos, predominando no AT o hebraico, enquanto que o NT já foi todo escrito no grego, menos o Evangelho de São Mateus que foi escrito em aramaico. Hoje, ela é o livro mais famoso do mundo, e, não podia ser diferente, pois já foi traduzida em idiomas do nosso Planeta, por isso é considerado o livro mais conhecido do mundo.
Quando às línguas que deram origem a Bíblia, vem uma pergunta: não foi no latim que a Bíblia foi escrita? A resposta é rápida, não! O latim foi à língua que São Jerônimo traduziu a Bíblia. Por isso Jerônimo foi declarado “Padroeiro dos estudos Bíblicos”, tendo sua morte datada de 30 de setembro de 420, portanto como homenagem a um dos nossos maiores doutores da Igreja, o mês de setembro é dedicado à Bíblia, sendo que, o dia 30 é o dia da Bíblia, cuja festa é celebrada sempre no último domingo de setembro.
Este conjunto de tradução, realizado por Jerônimo, percebeu-se seu agudo senso crítico e um profundo amor à palavra de Deus. Para entendermos melhor a grandeza deste homem de Deus basta refletirmos no escrito que ele nos deixou “Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus: portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo”.
Padre Juracy Gomes de Oliveira
NATUREZA E HISTÓRICO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADEA Campanha da Fraternidade é um grande mutirão de evangelização e conscientização da Igreja Católica no Brasil, com o apoio de várias Igrejas cristãs. Organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a CF é desenvolvida durante a Quaresma. E a cada ano, são escolhidos temas para reflexão e ação, para ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade e a solidariedade em compromissos concretos, que exigem a participação de todos.
Tudo começou em 1961, quando três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torna-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal/RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Em seu início, teve destacada atuação o secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo secretariado de Ação Social era Dom Eugênio Sales, e por isso, presidente da Cáritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal/RN explica que a campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.
Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concilio Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quadro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu a Campanha da Fraternidade.
Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: “Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma”. Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.
Em 1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.
De 1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo, segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.
A Campanha da Fraternidade torno-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.
A Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja; daí o destino da coleta final: realização de projetos de caridade libertadora e manutenção da ação pastoral).
A proposta litúrgica na quaresma e a CF
A Campanha da Fraternidade é realizada durante a quaresma e para aprofundar o espírito quaresmal. A Campanha é um meio a serviço da evangelização em vista de novas relações fraternas, de compromisso com a justiça social. Não é a quaresma que realiza a Campanha da Fraternidade.
A reflexão da temática da Campanha da Fraternidade, por outro lado, não pode ficar restrita aos momentos litúrgicos. A promoção e a vivência da Campanha devem acontecer também na catequese, nos encontros de grupos de famílias, nos meios de comunicação social, em mesas-redondas, em palestras, seminários e cursos.
Naturalmente, as celebrações litúrgicas – não só a celebração eucarística – são momentos privilegiados para repercutir o que as pessoas e os grupos aprofundaram sobre a Campanha e ao mesmo tempo para iluminar e desencadear os passos seguintes. Desta forma, a CF não é algo paralelo à quaresma, nem algo que a relega a segundo plano. Ela é um modo criativo de a Igreja no Brasil celebrar a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada, comprometida com a caminhada libertadora de nosso povo na Páscoa do Senhor.
A Campanha da Fraternidade é um grande mutirão de evangelização e conscientização da Igreja Católica no Brasil, com o apoio de várias Igrejas cristãs. Organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a cada ano, são escolhidos temas para reflexão e ação, para ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade e a solidariedade em compromissos concretos, que exigem a participação de todos.
Fonte: site da Campanha da Fraternidade
Irmãos e Irmãs Legionários (as), Shalon!
A Campanha da Fraternidade de 2009 traz como tema: "Fraternidade e Segurança Pública", como lema "A paz é fruto da justiça". É um convite feito a todos e a cada um de nós, cristãos e legionários, e também, a todos os homens de boa vontade a vivermos em paz conosco mesmo em primeiro lugar, buscando a paz interior, que vem de Deus, respeitando as nossas limitações, mas, sem fazer delas o nosso escudo, com as Igrejas respeitando as diferenças; com as nossas famílias vivenciando o respeito, o diálogo e o amor; com o mundo sendo sal e luz e testemunhas da presença de Cristo Jesus, o príncipe da Paz!
A Campanha da Fraternidade é um convite também a entrarmos no grupo dos construtores da paz. Provavelmente não seremos convocados para assinar algum contrato de paz, mas, com certeza, diariamente no cotidiano de nossas vidas: na família, no trabalho, na escola na sociedade e em tantos ambientes e situações teremos a oportunidade e condições de construí-las.
A paz precisa ser cultivada a partir de nós mesmos. Não podemos fazer uma transferência de responsabilidades, as quais devem ser assumidas por cada um de nós, para as autoridades civis, militares e religiosas; mas na realidade todos nós somos chamados a fazer a paz acontecer.
Ser gente da paz é, ser alguém que procura nadar contra a correnteza do ódio; que se esforça para expandir o diálogo, o respeito, a fraternidade entre as famílias, entre as Igrejas e no mundo.
Fica em nós e para nós um desejo de paz e como não podemos esquecer a intercessão da nossa Mãe Legionária, a rainha da Paz, queremos elevar ao Deus justo e Misericordiosos em forma de prece um pequeno trecho da canção do Padre Zezinho de sermos: “Sonhadores da paz! Fazedores da paz! Construtores da paz, cristãos de um tempo diferente...”.
Salve Maria!
Frei Gilsimar dos Santos Ferreira, O. Carm.
Diretor espiritual da Cúria Nossa Senhora Formosura do Carmelo
e da Cúria Juvenil Nossa Senhora do Carmo.
“BICHINHOS” QUE ATACAM E CORROEM NOSSAS COMUNIDADES
Recentemente li um artigo interessante do amigo Padre Lubel de Guarapuava – PR. Quero resumi-lo. Todos já encontramos frutas bonitas por fora, mas que por dentro estão estragadas. O que aconteceu? Um “bichinho” entrou e fez morada nelas, alimentando-se delas e arruinando-as.
Assim também certos “bichinhos” penetram em nossas comunidades e as vão roendo por “dentro”. Até destruí-las. Apresento vários deles.
1. “O bichinho da omissão”: É o mais quieto, pois gosta de trabalhar em silêncio. Produz um mal enorme às comunidades, mas, como não é barulhento, a gente nem nota, e ninguém presta atenção. Ele faz de conta que tudo é responsabilidade dos outros, menos dele. Afirma que anda tão ocupado que não tem tempo nem para sobreviver. Apresenta palpites e sugestões; mas, na hora de colocar em prática, ele se manda de fininho.
2. “O bichinho do autoritarismo”: É fácil ser detectado. Ele não admite outras verdades senão as suas. Em tudo ele está certo, e tudo deve ser feito conforme a sua vontade. Não saber fazer a sábia distinção entre “autoridade” e “autoritarismo”. A primeira é necessária e é evangélica. O segundo é nocivo e prejudicial, pois se torna instrumento e ocasião de dominação.
3. “O bichinho da fofoca”: Possui uma capacidade espantosa e impressionante de espalhar tudo o que ouve, vê e desconfia que possa estar acontecendo. Para ele, pouco importa a verdade. O que o satisfaz e lhe dá imenso prazer é ser o primeiro a contar as novidades, sem preocupar-se com as conseqüências das palavras.
4. “O bichinho do exibicionismo”: Ele gosta tanto de ser visto e elogiado que só aceita “servir a comunidade se for aparecer, e muito. O lugar que ele aspira para si é o pedestal. Se não estiver em evidência, ele sente-se rejeitado e abandona a comunidade, alegando não ter sido aceito e valorizado”.
5. “O bichinho do orgulho”: Aí de quem disser a ele que está errado e que pode melhorar naquilo que faz! Sente-se intocável, não admite que possa estar equivocado e que deve ser aperfeiçoar. Julga-se “o bom e o máximo” em tudo. Se alguém tenta ajudá-lo, ele se descontrola e chega até à agressão, como se estivesse sendo atacado, e não amado.
6. “O bichinho da avareza e do interesse”: Para ele tudo deve ter um retorno, de preferência material. Nada do que ele faz é gratuito: de tudo ele quer tirar vantagem própria. Até mesmo quando parece que ele está se doando pelo bem da comunidade, na verdade ele está camuflando uma “segunda intenção”, esperando a hora certa para “dar o bote”. Nada faz gratuitamente e por amor, mas tudo por interesse.
Existem mais “bichinhos” que prejudicam nossas comunidades... Deles lembremos num próximo encontro.
Por enquanto, cada um de nós se pergunte: “Será que eu estou hospedando um ou mais deles? Não estaria na hora de eliminá-los, para o meu próprio bem e para o bem da comunidade?”.
Um grande abraço, com as bênçãos divinas.
Dom Luciano Bergamin, CRL
Artigo do jornal A Palavra do Bispo.
SAÚDE RECUPERADA
Alcancei uma grande graça por intermédio de Nossa Senhora das Graças e da Venerável Edel Quinn. Tive um problema meio forte nas pernas, quase que não conseguia andar. Fiz tratamento e hoje agradeço por ter sido curada, sarou e posso andar normalmente, posso fazer os trabalhos legionários e dirigir os destinos do Comitium Nossa Senhora da Misericórdia, de quem tanto gosto. Agradeço por tudo de bom que me aconteceu. Obrigada Edel Quinn.
Maria Inácia de Lima – Mossoró/RN
FRANK DUFF
Visitei o esposo de uma legionária, ele não é legionário e também não é católico. Estava operado do coração e deu sinal na face que já estava complicado. A operação do coração ele estava bem, mas o sinal sempre sagrava, e ele ficava muito nervoso. Eu fiz uma prece a Frank Duff, que se o sinal parasse de sangrar eu ia rezar um terço pela sua canonização. Foi válida e já paguei. Fui rezar todos os dias na casa de Selso Francilmo – esposo de Isabel, legionária assídua. Obrigado pela graça alcançada.
Praesidium Causa de Nossa Alegria – Patus/RN
INTERCESSÃO AO PAI
Estava precisando alcançar uma graça por um casal jovem da minha família que se separaram, com dois filhos pequenos, o motivo por revelado era incompatibilidade de gênios, pedi a Frank Duff e Edel Quinn que intercedesse ao Pai, por este casal. Quando menos esperei fui atendida, eles se perdoaram, estão vivendo com seus filhos, se respeitando e muito felizes. Dou graças a Deus por ter concedido a mim meus pedidos, através de Edel Quinn e Frank Duff. Salve Maria!
Legionária do Praesidium Mãe do Salvador – Mossoró/RN
GRAÇA ALCANÇADA POR EDEL QUINN
Louvo a Deus por Edel Quinn e Nossa Senhora ter intercedido na gravidez de minha irmã, pois depois da primeira gravidez ter dado problema vindo a perder a criança, me peguei com a oração de Edel Quinn para a próxima gravidez ser normal, e o foi. Caros irmãos legionários sejam vocês também orantes, para breve reconhecerem sua santidade.Irmã Ana Cléia
Praesidium Juvenil Rainha Auxílio dos Cristãos, Pereira Marco/CE.
GRAÇA EDEL QUINN
Sou legionária do Praesidium Imaculado Coração de Maria, da Curia Conceição Aparecida de Cristalina, Goiás. Me chamo Odete.
Estava preocupada com meu filho que mora em Fortaleza e estava desempregado. Ele telefonou dizendo eu viria para minha casa, e que ia procurar emprego em Goiânia ou Brasília. Eu tinha que fazer uma viagem, demoramos alguns dias sem nos comunicar. Ao voltar da viagem, tentei me comunicar com ele e não consegui. Comecei a ficar preocupada. Entregava no Coração de Jesus e pedia ao Imaculado Coração de Maria para mostrar uma solução.
Lendo a revista “Legião de Maria”, encontrei numa página “graças alcançadas pela intercessão de Edel Quinn; no mesmo instante fiz o meu pedido com muita fé, para que eu recebesse notícias do meu filho. Ao terminar fui até o telefone para tentar mais uma vez, comunicar através do seu celular que sempre respondia que estava desligado ou fora de área. Ao chegar na sala o celular de minha neta chamou e ao atendê-lo era o meu filho que falava de suas dificuldades. Apesar de tudo agradeci a Deus, por ter notícias do meu filho. Tenho certeza que foi a intercessão do servo de Deus Edel Quinn, que a graça de Deus aconteceu.
Odete Cavalini – Cristalina – Goiás.
GRAÇA ALCANÇADA
Quero publicar na revista da Legião, uma graça muito especial alcançada por intermédio da Venerável Edell Quinn. Em apenas uma semana de pedidos alcancei a libertação de 2 processos judiciais que se arrastaram a 3 anos, estavam em andamento. E meus filhos sem emprego. Agora já estão empregados, Graças ao merecimentos de Edell Quinn. Que Deus a leve a Glória dos Altares, Amém.
Maria das Graças Alves da Silva - Fortaleza/Ceará. GRAÇA ALCANÇADA Meu nome é Marina Chiquini, e Assistia minha mãe Luiza Patrocinia Lopes, muito doente, que vei a piora com uma depressão em pensar no momento.
Foi uma preocupação para toda a família, e nessa fase fui convidada a ser uma legionária ativa.
E assim me apeguei com muita fé a Edel Quinn.
E hoje minha mãe está curada.
Eu e minha família estamos felizes, e agradecemos de coração a graça alcançada. OS PATRÍCIOS
É uma associação de leigos fundada em 1955, com a finalidade de desenvolver os conhecimentos religiosos das pessoas ensinando-as, explicando-as, e encorajando-as, abraçarem o Apostolado. No início teve um caráter experimental, mas perpetuou-se até os nossos dias e com certeza, dando e ainda dará muitos frutos.
O sistema é de um equilíbrio bem delicado, isto quer dizer que não é aberto à mudanças sob pena de transformar-lo em uma coisa totalmente diferente, não vale adicionar mudanças, pois, perderíamos a essência de tudo que de início foi programado.
Tomemos como modelo o da Legião de Maria, quando todos se instrui fazendo e passando para frente aquilo que aprendeu, colocando de lado outros sistemas onde prevalece, qual seja, todos trabalham juntos em busca de novos conhecimentos, pois o que se vê é a valorização apenas de alguns, em outros grupos em detrimento do aproveitamento dos demais.
A formação religiosa também é baseada na Legião de Maria, pois os Patrícios são verdadeiros filhos da Legião, pois o sistema é aproveitado para o emprego na formação religiosa de pessoas.
Irmãos, devemos lembrar que Maria, Mãe de Jesus, e nossa mãe, transmite aos homens tudo aquilo que Jesus veio nos ensinar.
O domínio de Maria tem significação no altar legionário que se faz presente na reunião dos Patrícios. Os Patrícios se reunem em volta de Maria para discutirem os assuntos pertinentes, isto é, sobre a Igreja e particulamente sobre Jesus que está no meio deles, conforme sua promessa. Esta é a razão grandamente elevada pelo que os Patrícios espiritualizam e instruem ao mesmo tempo.
A reunião dos Patrícios deve ter um ambiente familiar e acolhedor, onde todos se sintam bem. Os Patrícios são dirigidos pela Legião.
O seu nome, "Patrícios", tem origem na antiga Roma.
Só podem fazer parte do Patrício, pessoas que não tenham idéias contra a Igreja Católica.
Patrícios (plebeus-gente do povo) a mais elevada das três classes sociais de Roma.
O Diretor Espiritual pode ser um religioso que não seja Padre, ou uma religiosa, podendo ser até um leigo se autoridade eclesiástica assim o permitir.
Os grupos podem ultrapassar 50 pessoas.
A não ser por autorização do Bispo, não católicos não podem participar do grupo de Patrícios (manual, cap. 38 pág. 257 a 259).
Salve Maria!
Manuel Galdino Filho
Senatus Rio de Janeiro, último texto escrito pelo nosso irmão, que faleceu vítima de Câncer. Com certeza a Virgem Maria está com ele neste momento.
Poesia: Virgem Santa
Virgem Santa
Virgem Santa, eu sou tua filha!
Minha mãe tu és querida!
Nas agruras desta vida
És estrela tutelar!...
Doce mel de Mãe o nome
É nos lábios do menino
Mas o teu é mais divino!
E mais doce e não tem par
Ó que dita soberana
Que dulcíssima alegria
Em ser filho de Maria
E poder chamar-lhe mãe!
Minha Mãe, ó Mãe excelsa!
Do Senhor dos céus Rainha
Não há dita quando a minha
Mais feliz não há ninguém!...
Colaboração: Nelsita Loures da Silveira.
Praesidium Rainha dos Mártires – Teresópolis/RJ.
Maria Arca da Aliança
Maria é contada em sua ladainha como a Arca da Aliança. Sabemos que os 10 mandamentos eram a aliança de Deus com seu povo escolhido.
Não Antigo Testamento é comum observamos a veneração dos hebreus para com esta Arca da Lei do Senhor. Josué e seu povo, perdendo a coragem com tanta perseguição “prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da Arca do Senhor (Josué 7. 6a), mostrando todo o respeito ao objeto que guardava a misericórdia de Deus com eles e as futuras gerações.
A Arca da Aliança, nada mais é que a figura daquela que guardaria em seu ventre a própria Lei encarnada, Jesus Cristo, a Nova Aliança.
Devemos rezar com Maria, pois ela é o modelo perfeito da pureza e obediência à Deus. Temos o direito de assim proceder, pois não há pecado na Virgem Maria. Prosseguindo junto a Josué e os filhos de Israel, vamos constatar no passado que a Javé, nosso Deus, nenhuma coisa é impossível. Podemos afirmar que rezar com Maria é o modo mais puro de conversar com Nosso Senhor, pois ela é Imaculada Conceição. A torrente do pecado não poderia, pelos méritos de Jesus, inundar o corpo da genitora de Deus.
Alguns “cristãos” por aí não rezam pra e com Maria pois colocam-na ao nível dos pecadores, afirmando que segundo uma Lei Geral, todos os homens pecaram. Josué também achava ser uma Lei Geral, um rio manter o seu curso, até o Senhor de toda a terra manifestar Seu poder.
Estamos juntos aos hebreus, com a Arca da Aliança. Dobramos nossa tenda de ignorância e partimos afim de atravessar o Jordão. Os sacerdotes que levam a Arca do Senhor mergulharam seus pés na beira do rio e “as águas que desciam para o Mar da Planície, o Mar Salgado, foram completamente separadas” (Josué 3, 16b). Nós atravessamos defronte de Jericó a pé enxuto.
Mais tarde, rezando com Josué, prostrados por terra, podemos meditar e verificar que nenhuma Lei Geral é superior ao poder de Javé, “porque a Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1, 37).
A oração é a via direta da intimidade de Deus e seus filhos. Foi através deste suporte que o Espírito Santo desceu sobre Maria e os Apóstolos reunidos com a primeira comunidade cristã na inauguração oficial da Igreja... no Cenáculo. A nossa Tradição guarda com carinho a presença de Maria neste momento tão importante para aqueles que viriam dar testemunho de Cristo, pois ela é a fonte de inspiração para a caminhada orante dos mesmos.
Se quisermos deixar Deus fazer em nossa vida um novo Pentecostes, é necessário a presença da Cheia de Graça, Virgem Maria, pois dela nos veio a maior prova de amor do Todo Poderoso, NSJC, e é por ela que virá sobre nós Aquele que a envolveu com a Sua sombra no momento da Encarnação do Verbo. Basta um pouco de boa vontade para saber que a única Mulher, a mais bendita entre todas e capaz de esmagar a cabeça da serpente infernal com seu “sim” de serva fiel, é a Virgem Maria, a nova Eva e Mãe do Deus vivo. Não devemos temer exaltá-la, pois quando louvamos a nossa Mãe Celestial, o Espírito Santo se manifesta trazendo Seus Dons, dando sentido à nossa existência. Um grande exemplo desta manifestação do Espírito por Maria está na Visitação à prima Isabel, que recebe o Esposo com uma simples saudação da Virgem Esposa.
“O Espírito e a Esposa dizem: vem! Possa aquele que ouve dizer também: vem! Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba gratuitamente, da água da vida! (Ap 22, 17). Com Maria vivamos uma vida de oração para recebermos do Espírito, por meio dela, a água da vida, seu Filho Cristo Jesus. Digamos com nossa Mãe: “Eis aqui os teus servos, Senhor, faça-se em nós segundo a Tua Palavra”. Amém.
Fernando Nogueira Filho – Vocacionado Carmelita.
Membro Auxiliar do Praesidium Mãe da Divina Graça – Pretrolina/ Pernambuco.
Reflorestar a Vida
Reflorestar é oxigenar a vida.
Gosto da árvores. Elas não reclamam, ficam onde a gente as põe, purificam o ar, fazem sombra, embelezam o ambiente, dão frutos, tudo é graça.
Já plantei muitas árvores. Gostaria de poder reflorestar o mundo. A árvore iria também ensinar o homem a viver sem se queixar, dar sem nada exigir.
Sobretudo, gostaria de reflorestar o mundo com a semente do Evangelho de Jesus Cristo. Semear amor, como Ele fez. Diminuirá logo a poluição e a exploração. Aumentará a justiça, a vida será abundante e oxigenada. Ele disse um dia aos discípulos: Saiu o semeador a semear: a semente é a palavra do Evangelho (Mt 13, 1-10).
A semente representa esperança de vida, frutos, dias melhores. Quando um senador romano disse, um dia, que a juventude estava apodrecendo, um homem tomou uma maçã em decomposição, esmigalhou-a e mostrou a semente intacta. Onde há semente, há vida. Em cada homem batizado foi lançada a semente da vida de Deus, uma semente de eternidade, de esperança total.
Senhor, eu creio na semente. Ela traz a vida. A semente que nascer dará frutos e novas sementes, milhões de sementes.
Muita gente vai tomar parte no meu plano de reflorestar o mundo.
As sementes de tua palavra eu as atiro por aí, Senhor bem sei que nem todas vão nascer. Algumas nascerão para logo morrer. Outras, já crescidas, serão sufocadas pelos mato que ninguém limpou. Mas, muitas serão árvores, grandes, com flores e frutos. Elas justificam todo trabalho e cansaço para reflorestar o mundo.
Mário Bonatti
NOSSA GRATIDÃO AO IRMÃO MANUEL GALDINO
Em 2005, chamava Deus à sua presença, o nosso querido Vice-Presidente do Senatus. Não precisamos lembrar que a sua morte causou profundo pesar nas fileiras da Legião, e que o seu sofrimento foi muito grande.
Quem conheceu a sua caminhada lembra-se bem da sua atuação nos últimos tempos e não se surpreende.
Logo que veio de Brasília, onde atuou na primeira linha, o Irmão Manuel logo se incorporou à Legião do Rio, num dos seus conselhos. Em pouco tempo se tornou Presidente do Comitium Mediatrix, da Piedade. Mostrou-se, desde os primeiros instantes de suas funções, um homem de Deus. Muito calmo e prudente, sempre com o apoio da Esposa, tembém Legionária, a Irmã Ana Naíde, em silêncio e com grande desprendimento, foi expandindo a Legião, no Vicariato Suburbano. Um pouco de tempo, e foi preciso estabelecer um segundo Comitium, o de Jacarepaguá.
Como não podia deixar de ser, o Manuel foi eleito Vice-Presidente do Senatus. E também aí, continuou, com entusiasmo, a desempenhar as suas funções, de Oficial de Correspondente do Comitium Rainha da Paz, de Resende /RJ, que aliás, visitava, muitas vezes, apesar da distância.
Sua aceitação era tão grande, que já se pensava em sua eleição como Presidente.
Mas, o que mais nos encantava no Manuel era a sua disponibilidade no serviço da Rainha e também a procura da perfeição, isto é, da santificação pessoal. Ele sempre afirmava que só podemos ajudar na salvação do próximo, se formos santos.
Irmãos Legionários, o Manuel nos deu o exemplo. Sigamo-lo junto de Deus, ele nunca esquecerá a Legião e os seus irmãos que precisam muito de ajuda em sua caminhada. Manuel, nós também nunca o esqueceremos.
Yolanda Vieira Ribeiro - Presidente do Senatus do Rio de Janeiro.
PERFIL DE UM LEGIONÁRIO À LUZ DA BÍBLIA
1. É ter “os mesmos sentimentos que havia em Jesus” (Fl 2,5).
2. “Devo anunciar a Boa Notícia do Reino de Deus também para outras cidades, porque é para isso que fui enviado” (Lc 4,43).
3. Ele não anda sem rumo (I Cor 9,26).
4. É um apaixonado pelo Deus da vida e pela causa da vida, como o profeta Jeremias (Jr 20,7-11).
5. “E sereis minhas testemunhas até os extremos da terra” (At 1,8).
6. “Considero tudo uma perda, diante do bem superior que é o conhecimento do meu Senhor Jesus Cristo. Por causa da vida, conhecimento do meu Senhor Jesus. Por causa dele perdi tudo, e considero tudo como lixo, a fim de ganhar a Cristo e estar com ele” (Fl 3,8).
7. Estudar o Evangelho de Jesus, com a mesma atitude de Maria, irmã de Marta, sentada aos pés de Jesus (Lc 10, 38-42).
8. “Fiquem alegres, porque os nomes de vocês estão escritos no céu” (Lc 10, 20).
9. “Quando vocês tiverem cumprindo tudo o que lhe mandaram fazer, digam: somos empregados inúteis, fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17,10).
10. Assume a vida dos primeiros missionários porque são pessoas que:
* Sabem colher os frutos do Reino Espalhados no meio do povo;
* Vivem em oração;
* Anunciam com coragem o Reino de Deus em uma sociedade conflitiva;
* Levam uma vida humilde.
* Não perdem tempo inutilmente pelo caminho, organizam tudo em função da missão;
* levam a palavra de paz (Shalom).
* visitam e aceitam hospedagem com gratidão, sem fazer exigências.
* Lutam para reintegrar os excluídos na sociedade.
* Não aceitam corromper por uma sociedade injusta e contrária ao projeto de Deus.
Conforme está escrito em Lucas 10, 1-11; também em Mateus 10, 1-15; e Marcos 6, 6-13.
Zenilda Maria
Vice- Presidente
Regia Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças/PE
CORAGEM E ALEGRIA
Apontado com uma das personalidades e figura, por excelência, do cristianismo do segundo milênio, Francisco de Assis jamais será esquecido. Ele, que cativou seus contemporâneos pela simplicidade e autenticidade de vida, tem fãs hoje no mundo inteiro e até mesmo entre os não-cristãos. Ele que viveu há oitos séculos atrás!
O seu carisma vivenciado até hoje por tantas famílias religiosas e leigos nos questiona. O seu segredo da “perfeita alegria” deixa-nos curiosos. Vejamos então um pouco da sua biografia.
Francisco nasceu em Assis, Itália (1182). Na juventude foi cantor e trovador. Gozava a vida tirando vantagens da sua condição social privilegiada. O sonho com as glórias militares custou-lhe um ano de cativeiro. Em 1206, porém, Assis ficou abalada. Francisco abandonara a casa do pai e, maltrapilho, estendia as mãos para um pedaço de pão. Rezava e fazia penitência, dedicava-se aos pobres, sobretudo os leprosos... Acusado pelo pai de dilapidar seus bens com os pobres e reformas de igrejas, despiu-se, então, publicamente das roupas e disse: “De agora em diante posso dizer com liberdade – ‘Nosso Pai que estais no céu, e não mais’ – ‘pai Pietro Bernadone’, a quem devolvo não só o dinheiro mas também minha roupa”. Tal fato selou sua conversão. A ele se ajuntaram outros companheiros, com os quais iniciou a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Em 1221, nasceu a Ordem Terceira para leigos consagrados.
Vida de total entrega a Deus. coragem de ser diferente. Pobreza profética. Austeridade e fraternidade. Alegria e penitência. Francisco soube como poucos ler os sinais dos tempos e, na finalidade ao Evangelho, viveu em profunda comunhão com a natureza, com os seus irmãos, com a Igreja.
A figura de São Francisco marcou indelevelmente o catolicismo desta região seja pelo trabalho dos frades, como pelos capuchinhos, que aqui implantaram a Igreja. Que ele continue vivo em nossos corações e nos desperte para os ideais da fraternidade e da paz, da esperança, da alegria e da perfeita caridade.